<T->
          LNGUA PORTUGUESA
          BEM-TE-LI -- 4 srie
          Ensino Fundamental
          
          Angiolina Bragana
          Isabella Carpaneda

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2007 --

<P>
          (C) Copyright Angiolina 
          Domanico Bragana, Isabella 
          Pessoa de Melo Carpaneda, 2005

          ISBN 85-322-5510-8

          Editora: Maria Ceclia Mendes de Almeida
          Editora assistente: Helena de Brito
          Coordenao: Snia Oddi

          Todos os direitos de edio 
          reservados  EDITORA FTD S.A.

          Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) So Paulo -- SP
          CEP 01326-010 
          Tel. (11) 3253-5011
          Fax (11) 3284-8500 r. 243
          Internet: ~,http:www.ftd.com.br~,
          E-mail: ~,portugues@ftd.com.br~,
<p>
                                I
Segunda Parte

 Unidade 5

 Leitura 1: Pea 
  infantil :::::::::::::::::: 129
 Gramtica: Advrbios e 
  locues adverbiais ::::::: 144
 Ortografia: Palavras com 
  letras "mudas" :::::::::::: 158
 Leitura 2: Timorato ::::: 160
 Produo :::::::::::::::::: 169

 Unidade 6

 Leitura 1: No pas do 
  futebol ::::::::::::::::::: 171
 Produo :::::::::::::::::: 183
 Ortografia: Palavras 
  terminadas em *ansa* e 
  *ana* e palavras 
  terminadas em *o* e 
  *so* ::::::::::::::::::::: 186
 Leitura 2: 
  Propaganda ::::::::::::::: 189
<p>
 Unidade 7

 Leitura 1: Evoluo dos 
  uniformes escolares 
  atravs dos tempos :::::::: 192
 Leitura 2: Uniforme 
  escolar: sim ou no? 
  (argumentos a favor) :::: 194
 Leitura 3: Uniforme 
  escolar: sim ou no? 
  (argumentos contra) ::::: 202
 Ortografia: Palavras 
  terminadas em *esa* e 
  *eza* ::::::::::::::::::::: 209
 Gramtica: Verbos :::::::: 212

 Unidade 8

 Leitura 1: Televiso: 
  amiga ou inimiga? 
  (argumentos contra) ::::: 228
 Leitura 2: Televiso: 
  amiga ou inimiga? 
  (argumentos a favor) :::: 231
 Produo :::::::::::::::::: 241
 Ortografia: Palavras que 
  causam dvida: junto ou 
  separado? ::::::::::::::::: 253
<84>
<Tbem-te-li 4 srie>
<T+129>
Unidade 5

Antes da leitura

  Responda oralmente.
<R+>
 a) Voc, ou algum amigo, j participou de alguma pea de teatro na escola? Como foi? 
 b) Quem ensaiou a turma?
 c) Houve alguma confuso na hora da apresentao?
 d) Como a professora resolveu isso?
 e) Como as crianas estavam se sentindo?
<R->

<85>
Leitura 1

Pea infantil

  A professora comea a se arrepender de ter concordado ("Voc  a nica que tem temperamento para isto") em dirigir a pea quando uma das fadinhas anuncia que precisa fazer xixi.  como um sinal. Todas as fadinhas decidem que precisam, urgentemente, fazer xixi.
  -- Est bem, mas s as fadinhas -- diz a professora. -- E uma de cada vez!
  Mas as fadinhas vo em bando para o banheiro.
  -- Uma de cada vez! Uma de cada vez! E voc, onde  que pensa que vai?
  -- Ao banheiro.
  -- No vai, no.
  -- Mas tia...
  -- Em primeiro lugar, o banheiro j est cheio. Em segundo lugar voc no  fadinha,  caador. Volte para o seu lugar.
  Um pirata chega atrasado e com a notcia de que sua me no conseguiu terminar a capa. Serve uma toalha?
  -- No. Voc vai ser o nico de capa branca.  melhor tirar o tapa-olho e ficar de ano. Vai ser um pouco engraado, oito anes, mas tudo bem. Por que voc est chorando?
  -- Eu no quero ser ano.
  -- Ento fica de lavrador.
  -- Posso ficar com o tapa-olho?
  -- Pode. Um lavrador de tapa-olho. Tudo bem.
  -- Tia, onde  que eu fico?
   uma margarida.
  -- Voc fica ali.
  A professora se d conta de que as margaridas esto desorganizadas.
  -- Ateno, margaridas! Todas ali. Voc no. Voc  coelhinho.
  -- Mas o meu nome  Margarida.
  -- No interessa! Desculpe, a tia no quis gritar com voc. Ateno, coelhinhos. Todos comigo. Margaridas ali, coelhinhos aqui. Lavradores daquele lado, rvores atrs. rvore, tira o dedo do nariz. Onde  que esto as fadinhas? Que xixi mais demorado!
<86>
  -- Eu vou chamar.
  -- Fique onde est, lavrador. Uma das margaridas vai cham-las.
  -- J vou.
  -- Voc no, Margarida! Voc  coelhinho. Uma das margaridas. Voc. V chamar as fadinhas. Piratas, fiquem quietos.
  -- Tia, o que  que eu sou? Eu esqueci o que eu sou.
  -- Voc  o Sol. Fica ali que depois a tia... Piratas, por favor!
  As fadinhas comeam a voltar. Com problemas. Muitas se enredaram nos seus vus e no conseguem arrum-los. Ajudam-se mutuamente mas no seu nervosismo s pioram a confuso.
  -- Borboletas, ajudem aqui -- pede a professora.
  Mas as borboletas no ouvem. As borboletas esto etreas. As borboletas fazem poses, fazem esvoaar seus prprios vus e no ligam para o mundo. A professora, com a ajuda de um coelhinho amigo, de uma rvore e de um campons, desembaraa os vus das fadinhas.
  -- Piratas, parem. O prximo que der um pontap vai ser ano.
  Desastre: quebrou uma ponta da lua.
  -- Como  que voc conseguiu isso? -- pergunta a professora sorrindo, sentindo que o seu sorriso deve parecer demente.
  -- Foi ela!
  A acusada  uma camponesa gorda que gosta de distribuir tapas entre os seus inferiores.
  -- No tem remdio. Tira isso da cabea e fica com os anes.
<87>
  -- E a minha frase?
  A professora tinha esquecido. A Lua tem uma fala.
  -- Quem diz a frase da Lua , deixa ver... O relgio.
  -- Quem?
  -- O relgio. Cad o relgio?
  -- Ele no veio.
  -- O qu?
  -- Est com caxumba.
  -- Ai, meu Deus. Sol, voc vai ter que falar pela Lua. Sol, est me ouvindo?
  -- Eu?
  -- Voc, sim senhor. Voc  o Sol. Voc sabe a fala da Lua?
  -- Me deu uma dor de barriga.
  -- Essa no  a frase da Lua.
  -- Me deu mesmo, tia. Tenho que ir embora.
  -- Est bem, est bem. Quem diz a frase da Lua  voc.
  -- Mas eu sou caador.
  -- Eu sei que voc  caador! Mas diz a frase da Lua! E no quero discusso!
  -- Mas eu no sei a frase da Lua.
  -- Piratas, parem!
  -- Piratas, parem. Certo?
  -- Eu no estava falando com voc. Piratas, de uma vez por todas...
<88>
  A camponesa gorda resolve tomar a justia nas mos e d um croque num pirata. A classe  unida e avana contra a camponesa, que recua, derrubando uma rvore. As borboletas esvoaam. Os coelhinhos esto em polvorosa. A professora grita:
  -- Parem! Parem! A cortina vai abrir. Todos a seus lugares. Vai comear!
  -- Mas, tia, e a frase da Lua?
  -- "Boa-noite, Sol."
  -- Boa-noite.
  -- Eu no estou falando com voc!
  -- Eu no sou mais o Sol?
  -- . Mas eu estava dizendo a frase da Lua. "Boa-noite, Sol."
  -- Boa-noite, Sol. Boa-noite, Sol. No vou esquecer. Boa-noite, Sol...
  -- Ateno, todo mundo! Piratas e anes nos bastidores. Quem fizer um barulho antes de entrar em cena, eu esgoelo. Coelhinhos nos seus lugares. rvores para trs. Fadinhas, aqui. Borboletas, esperem a deixa. Margaridas, no cho.
  Todos se preparam.
  -- Voc no, Margarida! Voc  coelhinho!
  Abre o pano.
  
<R+>
Luis Fernando Verissimo. *O 
  nariz e outras crnicas*. So Paulo, tica, 1995.
<R->
<p>
Luis Fernando Verissimo

  Verissimo  uma fbrica de fazer humor. Muito e bom. Ele est sempre disposto para o trabalho literrio. 
  Filho de Mafalda e do consagrado escritor rico Verissimo, este gacho de Porto Alegre  cronista, jornalista e publicitrio.
  Conquistou o pas com as histrias do Analista de Bag, da Velhinha de Taubat, da Mulher do Slvio, Santinho, entre tantas outras, estabelecendo um recorde de livros vendidos. 
  Seu livro *Comdia da vida privada* obteve tamanho sucesso que virou programa de televiso.

<89>
Explorao oral

<R+>
1 Em que lugar se passa a histria? 
 2 Como estava o ambiente na histria? 
<p>
 3 Na sua opinio, de que srie so os alunos? Por qu? 

Explorao escrita

1. Responda.
 a) Como estava o estado emocional da professora?
 b) Voc encontrou no texto alguma descrio de como a professora estava se sentindo para ter concludo isso?
 c) Ento, que recurso o autor usou para passar ao leitor a agitao da professora?

2. Leia, discuta com seu professor e colegas e responda.
<R->

  "-- Borboletas, ajudem aqui -- pede a professora.
  Mas as borboletas no ouvem. As borboletas esto etreas. As borboletas fazem poses, fazem esvoaar seus prprios vus e no ligam para o mundo."
	
<R+>
a) Que sentimentos dos alunos fantasiados de borboletas so revelados nesse trecho?
<90>
 b) De que outra forma o trecho poderia ser reescrito sem repetir a palavra *borboletas*?
 c) Que impresso causa em voc, como leitor, a repetio da palavra borboleta?
 
3. Releia o final do texto e responda.
<R->

  "Todos se preparam.
  -- Voc no, Margarida! Voc  coelhinho!
  Abre o pano."

<R+>
a) O que quer dizer *abre o pano*?
 b) Na sua opinio, por que o autor terminou a histria dessa forma?
 c) E o que voc acha que os espectadores viram ao se abrirem as cortinas?
<R->
<p>
A palavra e o contexto

1. Releia e responda.

  "Voc  a nica que tem *temperamento* para isto."

  Na sua opinio, como deve ser o temperamento de uma pessoa que organiza uma pea de teatro infantil?
  
<R+>
2. Explique o significado das palavras sublinhadas nas frases.
 a) "-- Ateno, todo mundo! Piratas e anes nos *bastidores*."
 b) "Os coelhinhos esto em *polvorosa*."
<R->

<91> 
3. Leia e responda.

  "As fadinhas comeam a voltar. Com problemas. Muitas se enredaram nos seus vus e no conseguem arrum-los. Ajudam-se *mutuamente* mas no seu nervosismo s pioram a confuso."

  Como voc imagina que foi essa ajuda mtua?

  "-- *No tem remdio*. Tira isso da cabea e fica com os anes."
  
  Qual  o significado da expresso destacada?
 
4. Leia.

  "Borboletas, esperem a *deixa*."

  Troque idias com seu professor sobre o significado dessa palavra, que  muito usada por atores.

Vamos recordar

<R+>
 1. No texto "Pea infantil" existem vrias frases em que aparece o travesso indicando a fala do narrador. Retire um exemplo.
<R->
<p>
 2. Leia.

  "-- Tia, onde  que eu fico?"

  Nessa frase, a vrgula foi usada para separar o vocativo. Retire, do mesmo texto, dois exemplos de vrgula utilizada para o mesmo fim.

<92>
3. Leia as frases.

<R+>
 A) -- Parem! Parem! A cortina vai abrir!
  Todos a seus lugares! Vai comear!
 B) -- Parem. Parem. A cortina vai abrir.
  Todos a seus lugares. Vai comear.
 C) -- Parem! Parem! A cortina vai abrir?
  Todos a seus lugares! Vai comear!
<R->
  
  Todas foram lidas da mesma forma? Explique sua resposta.
  Escreva qual grupo de frases indica:
 a) calma	
 b) agitao	
 c) agitao e dvida
 
<R+>
4. De que maneira voc reescreveria as frases abaixo, se quisesse passar a idia de agitao e nervosismo? 
 a) "-- Fique onde est, lavrador. Uma das margaridas vai cham-las."
 b) "-- Est bem, est bem. Quem diz a frase da Lua  voc."
 
5. E como reescreveria estas outras frases, se quisesse passar idia de tranqilidade?
 a) "-- Voc no, Margarida! Voc  coelhinho!"
 b) "-- Eu sei que voc  caador! Mas diz a frase da Lua!"
<R->

<93>
<p>
6. Leia.

Eles so impossveis
  
  Eles aprontam pintam e bordam se metem em aventuras viram homem-aranha fada bruxa e gnomo Gostam de futebol de vlei de carat de brincar de pique-esconde queimada e video game
  Eles so mesmo impossveis

<R+>
Dea Jannuzzi. Adaptado para fins didticos. *Jornal Estado de Minas, Gurilndia*, 10/10/1998.
<R->

  Foram retirados dois tipos de pontuao do texto. Descubra quais so e reescreva-o usando essa pontuao e fazendo as modificaes necessrias.
<p>
*Dicas de leitura*

<R+>
  *Teatro 1*
 Maria Clara Machado -- Editora Agir
  *A bela ou a fera*
 Anna Flora -- Editora FTD
  *Uma professora muito maluquinha*
 Ziraldo -- Editora Melhoramentos

<94>
Gramtica

1. Leia.

Cena 1 

 Diretor -- (Entra muito animado, chamando os atores para a pea.)
  -- Vocs j conhecem o texto. Agora, vamos ensaiar.
  Ateno! Podem comear.
 Me -- (Muito sria, varre a sala distraidamente. De repente, toca a campainha. Ela pede, sem entusiasmo, que o filho atenda  porta.)
  -- Filho, largue o carrinho e veja quem est tocando a campainha.
 Filho -- (Calmamente, abre a porta e atende o carteiro. Volta trazendo o telegrama e anuncia com tranqilidade.)
  -- Era o carteiro. Ele trouxe um telegrama.
 Pai -- (Sentado na poltrona, pra de consertar o ferro eltrico e, com indiferena, pede o telegrama.)
  -- Traga o telegrama...
 Filho -- (Vai lentamente at o pai e lhe entrega o telegrama.)
 Pai -- (Abre o telegrama vagarosamente. Ao ler, comunica, sem emoo.) 
  -- Meu tio morreu.
 Me -- (Pra de varrer e fala sem interesse.)
  -- Que pena.
 Diretor -- (Entra, muito nervoso.)
  -- No  nada disso! Falta expresso nas falas, nos gestos! Quero mais emoo!

Cena 2

 Me -- (Muito feliz, varre a sala energicamente. De repente, toca a campainha. Ela pede, animadamente, que o filho atenda  porta.)
  -- Filho, largue o carrinho e veja quem est tocando a campainha!
<95>
 Filho -- (Todo satisfeito, abre a porta rapidamente e atende o carteiro. Volta trazendo um telegrama e anuncia alegremente.)
  -- Era o carteiro! Ele trouxe um telegrama!
 Pai -- (Sentado na poltrona, pra de consertar o ferro eltrico e, com entusiasmo, pede o telegrama.)
  -- Traga o telegrama!
 Filho -- (Vai depressa at o pai e lhe entrega o telegrama.)
 Pai -- (Abre o telegrama apressadamente. Ao ler, comunica euforicamente.)
  -- Meu tio morreu!
 Me -- (Pra de varrer e fala com disposio.)
  -- Que pena!!
 Diretor -- (Entra com as mos na cabea.)
  -- Pelo amor de Deus! Ningum recebe a notcia da morte de um tio com esse bom humor. Tem que haver mais dramaticidade na voz, nas aes. Vamos repetir tudo novamente.

Cena 3

 Me -- (Extremamente triste, varre lentamente a sala. De vez em quando suspira. De repente, toca a campainha. Ela pede chorosamente que o filho atenda  porta.)
  -- Filho, largue o carrinho e veja quem est tocando a campainha.
<p>
 Filho -- (Nervosamente, abre a porta e atende o carteiro. Volta com o telegrama na mo e anuncia com angstia.)
  -- Era o carteiro... ele trouxe um telegrama...
 Pai -- (Sentado na poltrona, pra de consertar o ferro eltrico e, com aflio, pede o telegrama.)
  -- Traga o telegrama.
 Filho -- (Sofridamente, vai at o pai e lhe entrega o telegrama.)
 Pai -- (Abre o telegrama s pressas. Ao ler, comunica aos prantos.)
  -- Meu tio morreu!!...
 Me -- (Pra de varrer e fala aos gritos.)
  -- Que pena!!...
 Diretor -- (Entra novamente, muito irritado.)
  -- Por hoje chega! Assim no d! Vocs vo me deixar louco!

<96>
<p>
2. Leia.

Cena 1

Me -- (Muito sria, varre a sala distraidamente. De repente, toca a campainha. Ela pede, sem entusiasmo, que o filho atenda  porta.)
  -- Filho, largue o carrinho e veja quem est tocando a campainha.
<R->

  Observe.
 Ao verbal: varre 
  Palavras que indicaram as circunstncias em que ocorreram essas aes: Distraidamente

  Agora, faa o mesmo com as aes verbais abaixo, de acordo com o texto da cena 1.
 a) toca	
 b) pede	
 c) abre	
 d) anuncia		
 e) pede	
 f) vai	
 g) abre	
 h) comunica	
 i) fala	

  Oua com ateno a correo de seu professor e, se necessrio, altere a sua resposta.

<R+>
3. Releia o texto da cena 2 e faa o mesmo com as aes verbais abaixo. Observe o exemplo.
<R->
  	
 Ao verbal: varre
  Palavras que indicaram as circunstncias em que ocorreram essas aes: energicamente

a) toca	
 b) pede	
 c) abre	
 d) anuncia
 e) pede	
 f) vai	
 g) abre	
 h) comunica
 i) fala

<97>
<p>
<R+>
4. Releia o texto da cena 3 e continue escrevendo, ao lado das aes verbais, as palavras que indicaram as circunstncias em 
que ocorreram essas aes. Observe o exemplo.
<R->

 Ao verbal: varre
  Palavras que indicaram as circunstncias em que ocorreram essas aes: lentamente

a) toca	 
 b) pede	
 c) abre	
 d) anuncia
 e) pede	
 f) vai	
 g) abre	
 h) comunica
 i) fala

<R+>
5. Discuta com seus colegas e responda.
  As palavras que indicaram as circunstncias em que ocorreram as aes das cenas 1, 2 e 3 so importantes? Por qu?
 6. Copie a frase e substitua a lacuna pelo maior nmero de palavras que indiquem as circunstncias, ou seja, o *tempo*, o *modo* e o *lugar*, em que pode ocorrer a ao de *correr*.
  Pense em *quando* voc corre, *como* voc corre e *onde* voc corre.
 Eu corro .....
<R->
  
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::
l  As palavras que informam  _
l  como, quando e onde as     _
l  coisas acontecem so       _
l  *advrbios* ou exercem a   _
l  funo de advrbio.        _
h:::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 Voltarei tarde do trabalho.
  Voltarei :> verbo 
  tarde :> advrbio de tempo
  A moeda caiu dentro do ralo.
  caiu :> verbo 
  dentro :> advrbio de lugar
<R->
  
<98>
<p>
Conhea outros advrbios:

<R+>
_`[{a transcrio do quadro dos advrbios obedece a seguinte seqncia: classificao _l advrbios_`]
 tempo _l hoje, ontem, agora, amanh, antes, cedo, sempre, nunca, j, jamais, depois, tarde, ainda, logo...
 lugar _l aqui, ali, embaixo, acima, adiante, dentro, perto, longe, atrs, junto...
 modo _l assim, bem, mal, depressa, devagar, melhor, pior, e alguns terminados em -mente: suavemente, apressadamente...
 intensidade _l muito, pouco, bastante, demais, mais, menos, to, tanto...
 afirmao _l sim, realmente, certamente...
 negao _l no...
 dvida _l talvez, possivelmente, provavelmente, acaso...
<R->
<p>
7. Leia e responda.

  *Ainda*  *cedo* quando um jovem entra na fazenda  procura de servio. *Logo*  atendido pelo fazendeiro, que lhe d a primeira tarefa.
  -- Tome este banquinho e este balde. V *ali* naquele galpo e tire o leite da Malhada.  a minha vaquinha leiteira.
  -- *Certamente*, senhor! Vou *agora* mesmo! 
  *Bastante* animado, *l* vai o rapaz.
  *No* demora *muito* e ouvem-se mugidos e gritaria. O rapaz sai *apressadamente* do galpo segurando o banquinho em uma mo e o balde, sem nenhuma gota de leite, na outra.
  -- O que houve? -- perguntou o fazendeiro.
  -- Senhor, tirar leite da vaca at que  fcil, mas fazer ela sentar no banquinho, no d, *mesmo*!

  A que classe gramatical pertencem as palavras sublinhadas?
  Seu professor vai ler a piadinha eliminando as palavras sublinhadas. Oua com ateno.
 
<99>
  Responda oralmente.
  Os advrbios fizeram falta no texto? Por qu?

<R+>
8. Leia palavras que indicam as circunstncias em que ocorre a ao dos verbos. Observe que, no grupo A, foram escritas aes usando apenas uma palavra e, no grupo B, mais de uma palavra.

cantar

Grupo A
  afinadamente
  docemente
  raramente
  divinamente
<p>
 Grupo B
  de alegria
  com devoo
  sem desafinar
  com emoo
<R->
   
  Faa o mesmo com os verbos:
 a) comer	
 b) andar

  Voc escreveu no grupo A *advrbios* e no grupo B expresses chamadas *locues adverbiais*. Converse com seu professor e colegas e responda.
<R+>
 a) Qual a principal semelhana entre os advrbios e as locues adverbiais?
 b) E qual  a principal diferena entre elas?

  Ento, veja:
  Retirei o espinho com cuidado.
  com cuidado :> locuo adverbial
  Retirei o espinho cuidadosamente.
  cuidadosamente :> advrbio
  
<100>
<p>
9. Os advrbios e as locues adverbiais podem ocupar lugares variados dentro da frase, sem que isso altere o sentido dela. No entanto, a pontuao da frase  alterada. Veja:
 
 Retire o espinho *com calma*.
 *Com calma*, retire o espinho
 Retire, *com calma*, o espinho.
<R->
   
  Agora, reescreva duas vezes cada uma das frases abaixo modificando a posio dos advrbios e das locues adverbiais destacados. Use a pontuao correta.
<R+>
 a) Retire a panela do fogo *com cuidado*.
 b) Procure ser otimista *diariamente*.
 c) Tenho tido dor de cabea *freqentemente*.
 d) Resolva meu problema *rapidamente*.
<p> 
10. Vamos ver se voc e seus colegas tm colaborado em casa. Responda oralmente s questes abaixo usando advrbios ou locues adverbiais.
 a) Tem arrumado a sua cama?	
 b) Com que freqncia voc limpa o seu quarto?
 c) Com que freqncia voc tira a mesa das refeies? 
 d) Voc costuma lavar os seus tnis?			

<101>
Ortografia

1. Copie as palavras abaixo formando grupos de palavras da mesma famlia.
  advogado -- absoluto -- apto -- admirao -- recepo -- optar --
decepcionado -- admirar -- decepo -- opcional -- 
  advocacia -- adquirir -- 
  recepcionar -- adquirido -- aptido -- absolutamente --
admirado -- opo
<p>
2. Escolha seis palavras do exerccio anterior e separe as slabas.
  Nessas palavras, o que aconteceu com as letras "mudas" na separao de slabas?

3. Observe as slabas abaixo e escreva o mximo de palavras comeadas com:
 a) AD	
 b) AB	
 c) PSI
<R->
	
  Compare o seu trabalho com o de um colega. Quem escreveu mais palavras?
 
<102>
<p>
Leitura 2

  O chefe do pai de Lucas convidou toda a famlia para o final de semana em sua casa, na cidade serrana de Petrpolis.

Timorato

()
  -- Tudo pronto?
  E a Me logo falou:
  -- Tudo pronto.
  -- Eu ainda no arrumei nada -- o Lucas avisou.
  -- Mas eu j arrumei tudo pra voc -- a Me avisou tambm.
  -- Ento vamos?
  -- Vamos.
  A Me pegou a maleta, o Pai abriu a porta, deu uma trovoada medonha, o Lucas fechou o olho e tapou o ouvido, e o Timorato teve certeza que estavam indo s'embora e deixando ele pra trs: saiu correndo pra garagem, armou um pulo que s mesmo o pnico sabe armar, entrou voando pela janela aberta do carro e caiu no banco de trs. Ficou l.
  Comeou a batalha. O Pai puxando o Timorato. O Timorato resistindo. O Pai ficando mais e mais irritado. O Timorato obstinado.
  Um puxo mais violento fez o Timorato rosnar forte. O Pai zangou pra valer: deu um tapa no focinho do Timorato. O Timorato no conversou: deu uma dentada na mo do Pai.
  Que susto.
  A Me saiu correndo pra pegar desinfetante e atadura; voltou voando pra tratar do Pai. O 
 Lucas ficou olhando assustado pro Timorato. E o Timorato, de olho meio fechado, a todo instante abria a boca num bocejo nervoso.
  Mas a dentada tinha sido de leve, ainda bem! a mo no estava doendo, a ousadia do Timorato, essa sim! essa doa no Pai.
  -- O vira-lata t criando muito problema pra ns, Lucas; eu tenho que dar um jeito nisso. Entra! vamos embora de uma vez -- o Pai falou. Sentou; ligou o motor; foram embora.
  O Pai e a Me na frente, o Lucas e o Timorato atrs.
  E mais o rdio ligado.
  E mais a chuva que desatou a chover.
<103>
  O Lucas se ajeitou no assento, querendo ver a cara do Pai no espelho. Fechada; ruga na testa. Quem sabe era melhor no falar nada? quem sabe o Pai esquecia a mordida, acabava at esquecendo que o Timorato tambm estava indo pra Petrpolis?
  Comeou um nevoeiro na subida da serra.
  Volta e meia um relmpago, um trovo; o Pai desligou o rdio.
  Cansado de tanto susto, o Timorato dormiu.
  O olho do Lucas ia seguindo o limpador do pra-brisa, pra c, pra l, pra c, pra l; quando o limpador ia pra l, no fazia barulho nenhum, quando vinha pra c, fazia.
  Ningum falou mais nada.
  Chegou o alto da serra; ficou frio.
  Pra c, pra l, pra c, pra... engasgou.
  -- U, o que que deu nesse limpador? -- O Pai parou o carro e foi mexer no limpador, pra c, pra l, pra c, desengasgou. Mas a o Pai abriu a porta de trs e pegou o Timorato.
  O Timorato acordou num susto.
  E foi s o Lucas se virar e a porta de trs fechar que, pronto: o Pai j tinha largado o Timorato na estrada, j tinha entrado no carro e batido a porta e ligado o motor. O carro andou.
  -- O Timorato, pai! -- o 
 Lucas gritou.
  A Me se virou assustada. O olho arregalado. Mas a mo tapando a boca.
<104>
  -- Pai, o Timorato...
  -- Esquece o Timorato, t bem, Lucas! Esquece!! 
  O Lucas se virou. De joelho no assento, de mo limpando o vidro embaciado, ele via o Timorato correndo, correndo, louco pra alcanar o carro. Lngua de fora. Plo encharcado. Se esbatendo no nevoeiro. Correndo, correndo, perdendo terreno, ficando mais longe, o nevoeiro mais perto, o Timorato mais longe, o carro dobrou numa curva e o Timorato desapareceu.
  Devagarinho, o Lucas foi se virando-escorregando at sentar.
  A Me e o Pai olhando pra frente.
  A chuva escorrendo no vidro; o olho do Lucas pra c e pra l, seguindo o limpador. (...)
  O Lucas escorregou mais um pouco. Fechou o olho. Pensou no 
 Timorato correndo, correndo; lngua de fora; o plo encharcado; correndo, correndo. To esperto que ele era! na certa ele ia encontrar a casa do diretor-da-
 -companhia. Ou ento ele ia voltar pra cidade e achar a rua onde eles moravam, e ia ficar esperando na porta e eles dois iam se abraar gostoso na hora de se encontrar outra vez.
  Mas o Timorato no achou a casa do diretor-da-companhia; o 
 Timorato nunca mais voltou. 

<R+>
Lygia Bojunga Nunes. *Seis 
  vezes Lucas*. Rio de Janeiro, Agir, 1996.
<R->
 
<105>
Leitura comparada
  
  No texto da Leitura 1, Luis Fernando Verissimo passa, atravs dos dilogos das personagens, a excitao das crianas e o nervosismo da professora.
  Na Leitura 2, a narrao desenvolve-se atravs de poucos dilogos, mas nem por isso a emoo  menor. 
  De que forma Lygia Bojunga Nunes passa os sentimentos envolvidos na histria? 
  Discuta a questo com seus colegas.
  Seu professor vai registrar na lousa a concluso da classe. Copie-a.

Explorao escrita

  To importante quanto contar uma histria  *como* contar essa histria. 
  Junto com seu professor e colegas, discutam as escolhas feitas pela autora para contar os fatos acontecidos.

<R+>  
1. Leia e responda.

 A) "(...) o Pai abriu a porta, deu uma trovoada medonha, o Lucas fechou o olho e tapou o ouvido (...)."
 a) O que Lucas estava sentindo nesse momento?
 b) Como, mesmo sem mencionar o nome do sentimento, a autora conseguiu passar para voc, leitor, o que Lucas estava sentindo?
<p>
 B) "-- Esquece o Timorato, t bem, Lucas! Esquece!!"
 a) O que voc acha que o pai de Lucas estava sentindo nesse momento?
 b) Que recurso a autora usou para passar o que o pai estava sentindo?
 
2. Releia os pargrafos 9 e 10. Imagine que a autora tivesse escrito esses pargrafos assim:
<R->

  O Pai tentou tirar Timorato do carro, mas ele no queria sair e, por isso, mordeu-o.

  Qual das formas de contar faz com que o leitor imagine melhor a cena e se envolva mais com ela? Por qu?

<R+>
3. Leia o trecho abaixo e escreva os sentimentos passados pela narrao.
<R->

  "O olho do Lucas ia seguindo o limpador do pra-brisa, pra c, pra l, pra c, pra l; quando o limpador ia pra l, no fazia barulho nenhum, quando vinha pra c, fazia."

4. Leia e responda.

  "O Lucas se virou. De joelho no assento, de mo limpando o vidro embaciado, ele via o Timorato correndo, correndo, louco pra alcanar o carro. Lngua de fora. Plo encharcado. Se esbatendo no nevoeiro. Correndo, correndo, perdendo terreno, ficando mais longe, o nevoeiro mais perto, o Timorato mais longe, o carro dobrou numa curva e o Timorato desapareceu."

  Que efeito causa no leitor essa forma de descrio da cena?
 	 
<107>
<p>
Produo
 
  Agora  a sua vez de escrever uma histria de amor, suspense, terror ou aventura para ser apreciada por um colega e doada  biblioteca da escola.
  Para que seu texto fique mais emocionante,  importante que aconteam muitas coisas e que voc as conte de um jeito interessante. Tambm  fundamental usar palavras que mostrem como as personagens esto se sentindo. Isso far com que os leitores de seu texto consigam imaginar, mais facilmente, o que est se passando.
  Leia o rascunho para verificar se seguiu a ordem dos fatos da histria. Depois, releia-o para observar se empregou a pontuao de acordo com o sentimento que desejou expressar em suas frases e se fez uso de pargrafos onde eram necessrios.
  Mostre a sua produo a um colega e pergunte-lhe se a forma como voc escreveu a histria prendeu-lhe a ateno. S ento, passe o texto a limpo para ser apreciado pela turma.
  Todo escritor quer que seu trabalho seja lido por outras pessoas. Veja alguns depoimentos:
  "Escrevo para que algum leia. No para guardar."

J Soares
 
  "Escrever  muito bom.  como voc beber um delicioso copo d'gua quando est com sede. Eu entendo melhor as coisas da vida quando escrevo e... claro, sinto uma grande alegria quando as pessoas lem minhas histrias."

dson Gabriel Garcia

               oooooooooooo
<108>
<p>
Unidade 6

Antes da leitura

  Observe a foto.

<R+>
_`[{um homem parado na frente de 14 aparelhos de televiso ligados_`]

  Responda oralmente.
 a) Voc j viu uma cena parecida com a da foto? Onde?
 b) Que tipo de programa costuma fazer com que as pessoas parem diante de uma televiso ligada em uma vitrine de loja?
<R->

<109>
Leitura 1

No pas do futebol

  Juvenal Ourio aproximou-se de um vendedor parado  porta de uma loja de eletrodomsticos e perguntou:
  -- Qual desses oito televisores os senhores vo ligar na hora do jogo?
  -- Qualquer um -- disse o vendedor desinteressado.
  -- Qualquer um no. Eu cheguei com duas horas de antecedncia e mereo uma certa considerao.
  -- Pra que o senhor quer saber?
  -- Para j ir tomando posio diante dele.
  O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal observou os ngulos, pegou a almofada que o acompanhava ao Maracan e sentou-se no meio da calada.
  -- Ei, ei, psssiu -- chamou-o um mendigo recostado na parede da loja -- como  que , meu irmo?
  -- Que foi? -- perguntou 
 Juvenal.
  -- Quer me botar na misria? Esse ponto aqui  meu.
  -- Eu no vou pedir esmola.
  -- Ento senta aqui ao meu lado.
  -- A no vai dar para eu ver o jogo.
  -- Na hora do jogo ns vamos l pra casa.
  -- Voc tem TV em cores?	
<110>
  -- Claro. Voc acha que eu fico me matando aqui pra qu?
  Juvenal agradeceu. Disse que preferia ficar na loja, onde tinha marcado encontro com uns amigos que no via desde a final da Copa de 90.
  Aos poucos o pblico foi aumentando, operrios, vendedores, contnuos, vagabundos, e s 15:45 mim j no havia mais lugar diante das lojas de eletrodomsticos. Os retardatrios corriam de uma para outra  procura de uma brecha. Alguns ficavam pulando atrs da multido tentando enxergar a tela do aparelho.
  As lojas concentravam multides. As caladas da cidade, que j so poucas, desapareciam completamente. Em jogos da Seleo Brasileira, durante a semana, cresce bastante o nmero de atropelamentos porque o pedestre  obrigado a circular pelas ruas. Alm disso, os motoristas ficam muito mais ligados no rdio do que no trnsito.
  Na porta da loja onde estava Juvenal havia umas 200 pessoas do lado de fora e somente uma do lado de dentro: o gerente. At os vendedores da loja j tinham se bandeado afirmando que assistir a um jogo atrs da televiso no  a mesma coisa que v-lo atrs do gol. Quando a bola saa entravam os comentrios dos torcedores.
  No incio do segundo tempo um cidado que no se interessava por futebol (um dos 18 que a cidade abriga) foi pedindo licena  galera e com muita dificuldade conseguiu entrar na loja. O gerente foi ao seu encontro: "O senhor deseja algo?"
  -- Um aparelho de televiso.
  -- Por que o senhor no leva aquele?
<111>  
  -- Qual?
  -- Aquele que est ligado ali na porta.
  --  bom?
  -- O senhor ainda pergunta? Acha que haveria 200 pessoas diante dele se no tivesse uma boa imagem?
  -- Bem...
  -- E no  s isso -- completou o gerente aproveitando a euforia do pblico com um gol do Brasil --, que outro aparelho transmite emoes to fortes?
  O cidado convenceu-se. Disse que ia lev-lo. O gerente, precavido, pediu-lhe para ir  porta da loja apanh-lo. O cidado no teve dvidas. Ignorando aquela massa toda diante do seu aparelho, foi l tranqilamente e *cleck*. Desligou-o.
  O que aconteceu depois eu deixo por conta da imaginao de vocs.
  
<R+>
Carlos Eduardo Novaes. *Para gostar de ler* -- vol. 7. So Paulo, tica, 1994.
<R->
<p>
Carlos Eduardo Novaes

  Este carioca da Tijuca conta que tentou carreira de ator, advogado, tcnico da Petrobrs, abriu uma dedetizadora, uma fbrica de picols e, como nada dava certo, um amigo o apresentou a uma mquina de escrever. No incio, conta ele, batia muito na mquina, mas de raiva. Segundo ele, com a convivncia passaram a se entender muito bem. Da para frente, fez cinema, escreveu peas de teatro, trabalhou como redator da TV Globo, como apresentador na TV Educativa, e publicou vrios livros.
  Histrias contadas com humor e inteligncia marcam de forma inconfundvel o estilo desse grande escritor brasileiro.
  So algumas de suas obras: *A histria de Cndido Urbano Urubu*; *Sexo para principiantes*; *O menino sem imaginao*; *A prxima novela*; *Cas, o jacar que anda em p*; *O imperador da Ursa Maior*.
 
<112>
Explorao oral

<R+>
 1 Existem textos em que o narrador  personagem da histria. Isso acontece nesse texto? 
 2 O que voc observou para concluir isso?  
  
Explorao escrita

 1. Responda.
 a) Juvenal tinha o hbito de assistir aos jogos da Seleo Brasileira na calada? Que pargrafo justifica a sua resposta?
 b) Na sua opinio, por que o gerente fez questo de vender exatamente o televisor que estava ligado?
 c) Voc concorda com o narrador que o gerente foi precavido ao pedir ao fregus que fosse  porta da loja apanhar o televisor? Por qu?
<p>
2. Leia e responda.
<R->

  "No incio do segundo tempo um cidado que no se interessava por futebol (um dos 18 que a cidade abriga) foi pedindo licena  galera e com muita dificuldade conseguiu entrar na loja."

  O que o narrador quis dizer com a observao entre parnteses?

<113>
  Copie a frase que corresponde  funo dos parnteses no trecho anterior.
<R+>
  Separar uma informao.
  Separar um comentrio.
  Separar uma indicao bibliogrfica.
 
 3. Responda.
 a) O final do texto tem humor? Por qu?
 b) Como voc acha que  a personalidade, o temperamento, do homem que comprou o televisor?
 c) E do gerente?
 
4. Leia.
<R->

  O gerente foi ao seu encontro: "O senhor deseja algo?"

  Esse trecho tambm pertence ao 21 pargrafo. Nele aparecem as aspas (" "). Esse sinal tem vrias funes na linguagem escrita.
  Nesse caso, para que as aspas foram usadas?
  Reescreva a frase, substituindo as aspas por outro sinal de pontuao.
  As aspas tambm podem ser usadas para dar destaque a uma palavra. No penltimo pargrafo, aparece uma palavra que poderia estar entre aspas. Identifique-a e copie-a. 
  Em vez das aspas, que recurso o autor usou para destacar essa palavra?
 
<114>
<p>
A palavra e o contexto

<R+>
1. Copie a frase abaixo e observe as palavras destacadas.
<R->

  "O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal *observou os ngulos*, pegou a almofada que o acompanhava ao Maracan e sentou-se no meio da calada."

  Agora, responda.
  No texto, o que querem dizer as palavras destacadas?
 
2. Leia.

  "O gerente, *precavido*, pediu-lhe para ir  porta da loja apanh-lo."

  Agora, leia os trechos abaixo e responda.
<R+>
 A) Aps o seu horrio de almoo, Raul observou que o tempo havia mudado; estava mais escuro. Percebeu que podia chover. Foi at o seu quarto e tirou do armrio o velho guarda-chuva, que possivelmente  iria proteg-lo na volta do trabalho. E o protegeu.
 B) Aps o seu horrio de almoo, Raul observou que o tempo havia mudado; estava mais escuro. Percebeu que podia chover. Mesmo assim, preferiu no levar o seu guarda-chuva, que possivelmente iria proteg-lo na volta do trabalho. Foi um erro.
<R->

  Em qual dos trechos h uma situao que demonstra preocupao?
 
3. Leia e responda.

  "-- E no  s isso -- completou o gerente aproveitando a *euforia* do pblico com um gol do Brasil (...)"

<R+>
 a) De que maneira voc acha que o pblico demonstrou *euforia*?
 b) O que deixa voc eufrico?

<115> 
 4. Reescreva a frase, substituindo as palavras em destaque por outras de igual significado.
<R->

  "At os vendedores da loja j tinham *se bandeado* afirmando que assistir a um jogo atrs da televiso no  a mesma coisa que v-lo atrs do gol."
 
5. Leia.

  "Ignorando aquela *massa* toda diante do seu aparelho, foi l tranqilamente e cleck. Desligou-o."

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::
l  A palavra *massa*        _
l  polissmica, ou seja, tem  _
l  vrios significados.       _
h:::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Faa duas frases em que a palavra *massa* aparea com significados diferentes. 
<p>
Produo

  Aceite a sugesto de Carlos Eduardo Novaes, autor do texto "No pas do futebol", e imagine o que aconteceu depois que a televiso foi desligada. Escreva o final da histria. Capriche! Ele ser parte do livro que seu professor vai montar.
  Antes de comear a escrever seu texto no rascunho,  importante que releia o texto. Pense e crie um final envolvendo as personagens originais.
  Leia e verifique se o que escreveu d continuidade  histria e se  possvel utilizar advrbios ou locues adverbiais, enriquecendo, assim, o seu texto.
  Antes de passar sua redao a limpo, mostre-a para o seu professor. Ele vai discutir com voc as possveis mudanas para tornar seu texto ainda melhor.

<116>
<p>  
Vamos recordar

<R+>
 1. Os verbos abaixo j esto flexionados em tempo e pessoa. Escolha seis deles e faa frases.
  combinassem -- jura -- viajaram -- iriam -- distinguiram -- 
  ficarei -- pediu -- erguesse -- probo -- perdemos -- dirigia -- rena -- lembrar -- 
aguava -- saudvamos -- cuidar -- pousar -- estivera

2. Leia o trecho de uma carta.
<R->
   
  Sabe da maior? Marcos andou aprontando de novo. Ontem, chutou a bola para o quintal do vizinho e acabou quebrando, novamente, a vidraa da sala. Claro, papai lhe deu uma bronca daquelas, mas no tem jeito, ele  louco por futebol e ainda vai se tornar o artilheiro da rua.
<p>
  Agora, copie o trecho anterior, passando-o para a 1 pessoa do singular.

<117>
3. Leia.

Seleo

Procura-se lateral direito 

 Djalma Santos (1952 a 1966)
 Carlos Alberto (1963 a 1977)
 Leandro (1961 a 1986)
 Jorginho (1983 a 1994)
 Cafu (desde 1990)

  Caractersticas do foragido: tem em torno de 25 anos e flego para correr por toda a faixa lateral do gramado durante 90 minutos (e, em casos especiais, por 120 minutos),  capaz de executar cruzamentos precisos, defende com eficincia, cobre sem falhas o avano dos volantes e o deslocamento dos zagueiros, tem experincia internacional, nunca erra um arremesso lateral, sabe cobrar escanteio, no treme quando veste a 
camisa da Seleo Brasileira.
  Vivo ou morto

<R+>
Revista *Placar*, n.o 1.145. So Paulo, Abril, novembro de 1998.
<R->

  Agora, releia o texto silenciosamente, no plural. Imagine que, em vez de estarem procurando um lateral direito, estivessem tambm procurando um lateral esquerdo.
  Seu professor vai pedir a um aluno que faa a leitura do texto no plural.

<118>
Ortografia

<R+>
 1. Pesquise em jornais e revistas, ou com pessoas da sua famlia, palavras terminadas em *ansa* e em *ana* e copie-as. 
  Dite as palavras que voc pesquisou para o seu professor. Ele ir registr-las na lousa. Copie, somente aquelas que no fazem parte da sua lista.

2. Responda.
 a) A classe encontrou mais palavras terminadas em *ansa* ou em *ana*?
 b) Se voc estivesse em dvida de como escrever uma palavra terminada em *ana* ou em *ansa*, a sua descoberta iria lhe dar uma pista de como escrev-la?
 
3. Copie as palavras abaixo substituindo o  por *o* ou por *so*.
 a) preten 	
 b) condi  	
 c) compreen 	
 d) informa 
 e) aten  	
 f) inven  
 g) expul  
 h) instru  
 i) reposi 
 j) aver  	
 l) avalia  	
 m) subver  
 n) nutri  	
 o) proibi  	
 p) curti  	
 q) atra  
 r) reda  	
 s) ver  	
 t) diver  	
 u) promo  
<R->

  Agora, consulte no dicionrio aquelas palavras que deixaram voc em dvida em relao ao significado ou  grafia. Fique atento  correo de seu professor. Se necessrio, altere a opo feita em relao ao uso de *o* ou *so*. Voc ter cinco minutos para visualizar as palavras acima. Depois,  hora de brincar de "morto/vivo". Seu professor vai explicar o jogo.

<119>
<p>
Leitura 2

  Todo mundo sabe que brasileiro  louco por futebol. Por isso, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1986, uma fbrica de laticnios substituiu a sua tradicional sorridente vaquinha pela imagem abaixo.

<R+>
_`[{uma vaquinha chorando carrega pequena bandeira brasileira, debaixo do brao e acena para o por do sol, aqui representado pela metade da bandeira brasileira_`]

CCPR-Produtos Itamb na Copa do Mundo/86
<R->

  Responda oralmente s questes de seu professor.
<p>
Pesquise

  Alm do futebol, o que mais poderia emocionar o povo brasileiro? 
  Imagine que voc seja um fotgrafo encarregado de fotografar uma cena que causasse impacto, por passar alegria, tristeza, revolta, repulsa ou qualquer outro sentimento forte.
  Pesquise essa cena em jornais ou revistas e traga-a na data combinada com seu professor. Ela ser usada na atividade seguinte.
  
Explorao oral
 
  Cole a gravura que voc pesquisou numa folha  parte. Seu professor vai explicar a atividade.

               oooooooooooo
<120>
<p>
Unidade 7

Antes da leitura

  Responda oralmente.
<R+>
 a) Quem normalmente usa uniforme?
 b) Imagine um jogo de futebol em que os jogadores estivessem usando uniformes iguais. Seria fcil para os jogadores identificar os adversrios? E para os torcedores? Por qu?
 c) Se voc estivesse no centro da cidade e precisasse da ajuda de um policial, como o identificaria?
 d) Na sua escola os alunos usam uniforme? O que acham dele?
<R->

<121>
<p>
Leitura 1

<R+>
EVOLUO DOS UNIFORMES 
  ESCOLARES ATRAVS DOS TEMPOS

uniforme [Do lat. Uniforme.] Adj. 2.g. 1. Que s tem uma forma. 2. Que no varia. 3. Semelhante, anlogo, idntico. 4. Gram. V. comum-de-dois. S.m. 5. Farda ou vesturio confeccionado segundo modelo oficial e comum, para uma corporao, classe, grupo de funcionrios etc. 6. Vestimenta padronizada para determinada categoria de indivduo...

_`[{foto de um grupo de meninos, com blusa de manga comprida e gravata, sentados ao lado de um padre. Outra foto mostra duas meninas com saia at os joelhos e lao de fita_`]
<R->
<p>
  Antigamente, os uniformes seguiam praticamente o mesmo modelo: saia de prega no joelho e lao de fita na cabea para meninas, e blusa de manga comprida e gravata para os meninos.
  
<122> 
<R+>
_`[{foto de um grupo de crianas com a professora. Os meninos usam blusa de manga curta, sem gravata; as meninas, com saia acima dos joelhos, sem lao de fita no cabelo_`]
<R->

  Com o passar do tempo, a saia de prega ficou acima dos joelhos e os meninos puderam dispensar a gravata e as mangas compridas da blusa, que ainda tinham como predomnio a cor branca.
  Hoje em dia, os  uniformes esto mais confortveis e coloridos, variando o modelo, de colgio para colgio.
<p>
<R+>
_`[{foto de um menino e uma menina vestindo blusa azul, bermuda e tnis_`]

*O Estado de Minas, 
  Gurilndia*, 12/9/1998.
<R->

  Discuta com seus colegas se voc  *contra* o uso do uniforme escolar ou a *favor*. Justifique a sua opinio.

<123>
Leitura 2

Uniforme escolar: sim ou no?

  Muito tempo j se passou desde a poca dos uniformes desconfortveis e de aspecto rgido. Atualmente, os modelos so prticos e adequados  realidade e ao cotidiano das crianas. Camisas brancas engomadas e pregas difceis de passar foram substitudas por blusas, bermudas e saias de tecido de fcil conservao, que atendem  pouca disponibilidade de tempo das famlias e ao clima de cada regio. Assim, o uso dirio do uniforme trouxe inmeras vantagens.
  O uniforme  a identidade de um colgio. Com ele, o aluno  reconhecido, mostra que ele est estudando e  daquele colgio. "Nos passeios, os alunos correm menos risco de se perderem da turma", justifica a professora Mariza Neves. 
  Alm disso, ter que decidir todo dia qual roupa usar e cuidar para que essa roupa no se estrague poderia se tornar um pesadelo. A escola no deve se transformar numa passarela de moda, onde o exibicionismo de alunos mais favorecidos economicamente gere discriminao de outros.
  Em suma, o uniforme , sem dvida, uma boa opo para o dia-a-dia. Alm de a criana poder brincar  vontade, sem estar preocupada em estragar ou no a roupa, a economia gerada para os pais  outro ponto forte. O 
<p>
melhor  sempre deixar a roupa comum para usar fora da escola.

<R+>
Texto produzido pelas autoras a partir de reportagens do jornal *Estado de Minas*, de 12/9/1998, caderno 
  *Gurilndia*, e da revista 
  Veja Kid +, n.o 1.
<R->

<124>
Explorao escrita

  As questes propostas devem ser discutidas com seu professor e colegas. As respostas sero registradas na lousa. Copie-as.

<R+>
 1. Responda.
 a) O texto "Uniforme escolar: sim ou no?"  argumentativo, ou seja, um texto de opinio. Justifique essa afirmativa.
 b) Qual  a inteno desse tipo de texto? 
 c) E que ponto de vista esse texto defende? 
<p>
2. Voc pde perceber que o texto est organizado em trs partes:

 Ponto de vista: O autor introduz o assunto e apresenta seu ponto de vista.
 Justificativa: O autor apresenta argumentos que justificam seu ponto de vista.
 Concluso: O autor conclui suas idias e reafirma seu ponto de vista.
<R->

  Agora, copie as frases substituindo as lacunas pelo comeo e pelo fim de cada parte.
<R+>
 a) A parte relacionada ao *ponto de vista* comea com a frase ..... e termina com .....
 b) A parte relacionada  *justificativa* comea com a frase ..... e termina com .....
 c) A parte relacionada  *concluso* comea com a frase ..... e termina com a frase .....

<125>
3. Leia.
  Os argumentos expostos no decorrer do texto vo ficando cada vez mais fortes. A isso, d-se o nome de *escala argumentativa*. Veja.
  
  Os uniformes:
  so confortveis, descontrados e prticos;
  atendem ao clima de cada 
  regio;
  identificam o colgio em que o aluno estuda;
  no discrimina os alunos, pois todos ficam iguais, independentemente do poder aquisitivo da famlia;
  so econmicos para os pais.
<R->

  Responda.
  Qual  a inteno do autor ao fazer essa escala argumentativa? 
  No segundo pargrafo, o autor apresenta o testemunho de uma professora. Leia.
<p>
  "Nos passeios, os alunos correm menos risco de se perderem da turma (...)"

  Qual  a inteno do autor ao citar esse testemunho?
 
<R+>
4. No texto aparecem palavras que servem para ligar, "costurar" as idias nos pargrafos e entre os pargrafos.
  Leia observando a funo da palavra em destaque.
<R->

  "Muito tempo j se passou desde a poca dos uniformes desconfortveis e de aspecto rgido. Atualmente, os modelos so prticos e adequados  realidade e ao cotidiano das crianas. Camisas brancas engomadas e pregas difceis de passar foram substitudas por blusas, bermudas e saias de tecidos de fcil conservao, que atendem  pouca disponibilidade de tempo das famlias e ao clima de cada regio. *Assim*, o uso dirio do uniforme trouxe inmeras vantagens."

<126>
  Agora responda.
<R+>
 a) No primeiro pargrafo, a palavra *assim* foi usada para ligar as idias do pargrafo, dando-lhe uma concluso. 
  Qual das expresses abaixo poderia substituir a palavra *assim*, mantendo o mesmo sentido? Copie-a.
  dessa forma -- alm disso -- mas
 b) No terceiro pargrafo, a expresso *alm disso* foi usada com a funo de ligar esse pargrafo com o anterior. 
  Releia esse pargrafo silenciosamente substituindo a expresso *alm disso* pelas do quadro abaixo.
  de mais a mais -- alm do mais -- tambm
<R+>

  Essas expresses tm a mesma funo das palavras *alm disso*?
 
5. Leia. 

  "Em suma, o uniforme , sem dvida, uma boa opo para o dia-a-dia. Alm de a criana poder brincar  vontade, sem estar preocupada em estragar ou no a roupa, a economia gerada para os pais  outro ponto forte. O melhor  sempre deixar a roupa comum para usar fora da escola."

  Responda.
<R+>
 a) Nesse pargrafo que expresso passa a idia de concluso?
 b) Que outras palavras poderiam substituir *em suma*?
 c) As palavras *sem dvida* e *boa opo* reforam a preferncia do autor pelo uso do uniforme. 
  Que outras palavras foram usadas para marcar essa preferncia?
<R->
 
<127>
<p>
Leitura 3

Uniforme escolar: sim ou no?

<R+>
 (A) J foi o tempo das saias azuis e blusas brancas engomadas para as meninas, e das calas de tergal e camisas muitssimo bem passadas para os meninos. O uniforme escolar de hoje  mais informal. Porm, embora mais confortvel e prtico, muitas crianas o abominam, e seu uso deveria ser repensado.
 (B) Cada um tem seu estilo, seu jeito de ser, de pensar e de se vestir. Sem o uniforme, alm de as pessoas ficarem mais bonitas, podem expressar, por meio da roupa, sua personalidade. "Nem equipes como X-MEN usam mais uniformes iguais. Por que ns, meros mortais, temos que usar?", argumenta o aluno 
  Alexandre L. S., de uma escola de Curitiba.
<p>
 (B) Isso sem falar no fato de o modelo ser imposto. Os alunos no participam da escolha do uniforme e so obrigados a us-lo diariamente. Em muitas escolas, aluno sem uniforme volta para casa ou leva ocorrncia.
 (B) Os que consideram importante o uso do uniforme tm como argumento o fato de que, atravs dele,  fcil identificar os alunos na entrada e na sada da escola e em excurses. Ora, o uso de crachs ou cartes magnticos com o nome do aluno e da instituio escolar resolveria a questo. As escolas tm se valido dos uniformes, isso sim, para transformar seus alunos em verdadeiras propagandas ambulantes.
<p>
 (C) Por tudo isso, no aos uniformes! Que prevalea a livre escolha do que vestir!

Texto produzido a partir de reportagens do jornal *Estado de Minas*, de 12/9/1998, caderno *Gurilndia*, e da revista Veja Kid +, n.o 1.
<R->

  A exemplo da Leitura 2, o texto que voc acabou de ler tambm est dividido em partes. Que nome pode receber a parte indicada pelo (A)? E pelo (B)? E pelo (C)?

<128>
Explorao oral

<R+>
 1 Que tipo de texto voc leu? 
 2 E que ponto de vista esse texto defende? 
<R->

Explorao escrita

  As questes propostas devem ser discutidas com seu professor e colegas. As respostas da classe sero registradas na lousa. Copie-as.
 
<R+>
1. Responda.
 a) No primeiro pargrafo, aparecem marcas de tempo. 
  Quais so elas?
 b) Ainda nesse pargrafo, a palavra *porm* foi usada para ligar idias que se opem. Que idias so essas?
  Que palavras poderiam substituir a palavra *porm*?
 c) Qual foi a inteno do autor ao comear o terceiro pargrafo assim: "Isso sem falar no fato de (...)"? 
  Um desafio para a classe: Encontrem outra forma de comear o terceiro pargrafo substituindo as palavras "Isso sem falar no fato de" por outras que tenham o mesmo sentido.
 d) No quarto pargrafo, qual a inteno do autor ao citar o argumento dos que so a favor do uniforme escolar?
 e) Que pontuao foi usada para citar um testemunho no texto?
 f) Esse testemunho tem fora argumentativa? Por qu?
<R->

<129>
Leitura comparada

  Na sua opinio, qual dos textos tem maior poder de convencimento? Justifique a sua resposta.

Pesquise

<R+>
 1. Junte-se participem da pesquisa de opinio para descobrir se os alunos da sua escola so *contra* o uso do uniforme escolar ou *a favor*. 
  O primeiro passo  copiar numa folha  parte o grfico que seu professor vai desenhar na lousa. Depois, na hora do recreio, vocs deve entrevistar, no mximo, vinte colegas.
 2. Pergunte Uniforme escolar: sim ou no? 
<p>
 3. Oua a resposta dos entrevistados e anote a opo feita. Seu professor far a verificao geral da pesquisa realizada pela turma. Escreva o resultado final.
<R->

A questo 

Usar uniforme escolar: sim? ou 
  no?

  Defenda seu ponto de vista escrevendo, pelo menos, dois argumentos.
  Seu professor vai pedir a alguns colegas que leiam o que escreveram.
  Comentem as opinies dadas por eles.

  Responda.
  A partir do confronto das idias da classe, voc ainda mantm seu ponto de vista? Por qu? 

<130>
<p>
Divirta-se

<R+>
_`[{desenho de um uniforme, com as indicaes a seguir_`]
 tecido: algodo resinado com antiaderncia de sujeira e trmico
 peito: bolses frontais
 mangas: destacveis atravs do zper de nylon colorido
 cintura: corpo destacvel pelo zper
 pernas: destacveis
 bainha: nylon refletivo
<R->

  Pensando numa roupa futurista e prtica, o estilista Ronaldo Fraga desenhou este uniforme "da hora", usando um tecido de algodo em que no gruda a sujeira. Ele prope um uniforme com zper, para que as mangas e as calas sejam destacveis, podendo variar de acordo com a temperatura. Na borda da cala h uma tarja fosfores-
<p>
cente, como acessrio de segurana. 

<R+>
Jornal *Estado de Minas, 
  Gurilndia*, 12/9/1998.
<R->

  Converse com seus colegas sobre o que voc achou desse uniforme. Defenda com argumentos seu ponto de vista.

<131>
Ortografia

<R+>
1. Leia as palavras a seguir e descubra como separ-las em dois grupos. Depois, d nomes a esses grupos.
  moleza -- pobreza -- portuguesa -- camponesa --
fraqueza -- 
  dureza -- lindeza -- chinesa --
baronesa -- princesa -- marquesa -- delicadeza --
freguesa -- 
  esperteza -- beleza -- firmeza --
irlandesa -- escocesa -- 
  riqueza -- gentileza --
  fortaleza -- francesa -- 
  libanesa -- duquesa --
burguesa -- natureza
<R->

  Agora, um desafio para a classe:
  Observar o grupo com palavras terminadas em *eza* e descobrir o que elas tm em comum.
  Registre o que voc e seus colegas descobriram.
  Essa descoberta vai lhe dar pistas para escrever palavras terminadas em *esa* e *eza*? Por qu?

<R+>
2. Seu professor vai ditar dez palavras. Use o que voc aprendeu para escrev-las. 	
 
<132>
3. Escreva substantivos a partir dos adjetivos abaixo.
 a) baixo	
 b) firme
 c) malvado	
 d) puro
 e) frio	
 f) claro
 g) certo	
 h) lerdo
 i) profundo	
 j) safado

4. Agora, faa o contrrio. Escreva adjetivos a partir dos substantivos abaixo.
 a) fraqueza	
 b) gentileza
 c) tristeza	
 d) beleza
 e) franqueza	
 f) grandeza
 g) estranheza	
 h) pobreza
 i) braveza	
 j) delicadeza

*Dicas de leitura*
	
  *O mistrio da mochila cor-de-abbora*
 Lino de Albergaria -- Ediouro
  *Tantas histrias no escurinho da escola*
 dson Gabriel Garcia -- Editora FTD
<p>
  *Meninos e meninas -- Histrias, folias e qiproqus na escola*
 dson Gabriel Garcia -- Edies Loyola
<R->

<133>
Gramtica

1. Leia os textos.

Texto 1
  De 2 a 16 de dezembro, os escoteiros do Grupo Joo XXIII arrecadaram mantimentos no-perecveis, montaram cestas bsicas e distriburam a famlias carentes.
  Para o sucesso da campanha, os escoteiros contaram com o apoio de donas de casa e de comerciantes da cidade.
  Foi uma lio de solidariedade.

Texto 2
  De 2 a 16 de dezembro, os escoteiros do Grupo Joo XXIII arrecadaro mantimentos no-perecveis, montaro cestas bsicas e distribuiro a famlias carentes.
  Para o sucesso da campanha, os escoteiros contaro com o apoio de donas de casa e de comerciantes da cidade.
  Ser uma lio de solidariedade.

<134>
<R+>
2. Responda.
 a) Que idia de tempo passa o Texto 1?
 b) E o Texto 2?

3. Copie do Texto 2 as palavras que alteraram a idia de tempo.
 4. Responda.
  A que classe gramatical pertencem as palavras que voc copiou?
5. Leia.
<R->

Amanh  dia de Marotinha

  A galera que se amarra em esportes pode tirar seu uniforme de atleta do armrio e se preparar que vai ter Marotinha. Aquela olimpada infantil que se realiza em 12 de outubro.  seu dia, lembra?
  Crianada, no use tnis novos. Prefira aqueles que j esto bem velhos e macios. No se esquea de pegar a camiseta com sua cor de identificao. Se o sol estiver forte, use um bon para se proteger.

<R+>
*Correio Braziliense. Correio da Galera*, 11/10/1998.
<R->
  
  Reescreva o segundo pargrafo comeando assim:

  Crianas, no...

  Que palavras foram alteradas na reescrita do pargrafo?
  Conte para os seus colegas por que essas palavras foram alteradas.

<135>
Veja:

<R+>
Eu participei da Marotinha.	
  Eu :> 1 pessoa do singular
  participei :> verbo no singular

Ns participamos da Marotinha.
  Ns :> 3 pessoa do plural
  participamos :> verbo no plural
<R->

Voc j sabe:
  
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  Os verbos variam em *tempo*  _
l  (presente, passado ou        _
l  futuro) e em *nmero*        _
l  (singular ou plural),       _
l  concordando com a *pessoa* a  _
l  que se referem.               _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 
<R+>
6. Leia e copie os verbos.

_`[{foto de meninas de saias pregueadas e meias compridas, numa aula de ginstica.
  O professor usa blusa de manga comprida, colete, cala e sapato fechado_`]
<R->
<p>
  Voc pensa que, antigamente, s os alunos usavam uniformes srios e recatados? D s uma olhadinha no professor que aparece na foto... Os mestres davam aulas impecavelmente vestidos de terno e gravata. Alm disso, era comum as classes serem formadas s de meninos ou de meninas.

<R+>
*Estado de Minas, Gurilndia*. 24/10/1998.
<R->

  Agora, responda.
<R+>
 a) Os verbos que voc copiou podem ser encontrados no dicionrio na forma como apareceram nas frases? Se necessrio, consulte o dicionrio para descobrir a resposta.
<R->
 
<136> 
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  No texto a palavra *pensa*   _
l  aparece na *forma conjugada*, _
l  ou seja, flexionada em tempo  _
l  e nmero.                     _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
b) E como a palavra *pensa* aparece no dicionrio?
<R->
  
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  O verbo *pensar* no est    _
l  no presente, no passado ou    _
l  no futuro. Essa forma verbal _
l   chamada de *infinitivo*.    _
l  *Pensar* est no infinitivo. _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
c) No infinitivo,  possvel saber se o verbo est no presente, passado ou futuro?
 
7. Os verbos abaixo esto conjugados. Copie-os e, ao lado de cada um, escreva como so encontrados no dicionrio.
  entraram -- tecesse -- rene --
odiou -- erguerei -- partssemos
<R->

  Responda.
  Observando a terminao, o que todos os verbos que voc escreveu tm em comum?
  Agora, observe as duas ltimas letras dos verbos que voc escreveu.
  Que letras so essas?
  De acordo com a terminao dos verbos no infinitivo, eles so organizados em 1 conjugao, 2 conjugao e 3 conjugao. Veja: 

<R+>
 1 conjugao: verbos terminados em *ar*
 2 conjugao: verbos terminados em *er*
 3 conjugao: verbos terminados em *ir*

<137>
8. Observe a terminao dos verbos abaixo, separe-os em trs grupos e d nome a esses grupos.
  cantar -- ver -- arrumar -- 
  saber -- levar -- sorrir -- 
  pedalar -- dividir -- escrever -- dormir -- correr -- colorir

9. Alguns verbos do texto abaixo esto sublinhados. Copie-os e escreva, ao lado, seu infinitivo.
<R->
<p>
A moda espacial

  A sobrevivncia no espao no ** possvel sem medidas especiais de proteo. Desprotegido, o corpo humano *pode* morrer por asfixia devido  falta de oxignio, morrer ainda mais rapidamente pela "ebulio" do sangue provocada pela ausncia de presso externa (na Terra, *h* uma presso atmosfrica mdia de 1 kg/cm), morrer de frio ou de calor. 
  Os astronautas Armstrong e Aldrin usaram uma roupa pesada (na Terra, *pesaria* 82 kg; na Lua, apenas 13,8) que *permitia* uma permanncia de 2:40 min. Trajes mais modernos permitem ao astronauta sair da nave em 
pleno vo para, por exemplo, fazer algum reparo.

<R+>
Revista *Nova Escola*, n.o 119. So Paulo, Fundao Victor Civita, fevereiro de 1999.  
<R->

<138>
Vamos recordar

1. Leia.

Vista essa camisa!

  Se algum lhe oferecer drogas, bebidas alcolicas ou cigarros, responda com toda calma que no quer. s vezes  muito difcil dizer "no". Pode ser que voc goste da pessoa ou que tenha vontade de fazer a mesma coisa que os outros esto fazendo. Mas lembre-se de que quem usa drogas pode ficar seriamente doente ou at mesmo morrer.
  Voc no  obrigado a dar nenhuma explicao pelo fato de no querer usar drogas. Quando disser "no", sem dar explicao, a pessoa vai achar que voc no est 
<p>
nem um pouco interessado naquilo, e provavelmente o deixar em paz.

<R+>
Tova Navarra. *Quando estou 
  sozinho*. So Paulo, Callis, 1994.
<R->

  Agora, reescreva o segundo pargrafo do texto comeando por:

  Vocs no...

<R+>
 2. Releia a primeira frase do primeiro pargrafo do texto "Vista esta camisa!". Em que pessoa e nmero foi escrito?
  Agora, reescreva a mesma frase na 1 pessoa do singular.
<R->

               oooooooooooo
<139>
<p>
Unidade 8

Antes da leitura

  Leia.
<R+>
  Ta na hora de dormir. Desliga a TV.
  Desliga essa televiso e vai estudar, menino!
  Trate de mudar de canal. Esse programa no  pra criana!
  Por que voc no sai pra brincar um pouco, em vez de ficar s vendo TV?

  Responda oralmente.
 a) Voc j ouviu alguma dessas frases? Qual? 
 b) Na sua opinio, assistir muito  televiso pode ser prejudicial? Por qu?
<R->

<140>
  Nesta unidade voc vai trabalhar o tema Televiso.
<p>
  As atividades sero desenvolvidas de acordo com a seqncia abaixo.
<R+>
 1 -- Discutir o tema.
 2 -- Pesquisar o tema.
 3 -- Selecionar, no material coletado, os pontos de vista contra a televiso e a favor dela.
 4 -- Ler e analisar os textos propostos na unidade.
 5 -- Participar de um jri simulado com o tema: Televiso: amiga ou inimiga?
 6 -- Produzir um texto argumentativo.
<R->

<141>
Expresso oral

<R+>
Voc gosta de assistir  televiso?
<R->

  Junte-se a mais trs colegas e faam uma lista dos cinco programas favoritos do grupo e os horrios em que eles so apresentados.
  Agora, imaginem que a televiso "pifou". O que voc e seus colegas poderiam fazer nesses horrios em que assistiam a seus programas favoritos?
  Ainda em grupo, discutam a questo:
  A televiso toma muito tempo de vocs e os impede de realizar outras atividades?
  Cada grupo dever eleger um representante para:
<R+>
  contar para a classe quais foram os programas escolhidos e as atividades que fariam no dia da tev "pifada"; e 
  relatar a que concluso chegaram sobre a questo que foi discutida.

<142>
Pesquise

1. Diariamente, milhes de pessoas assistem  televiso. H quem coloque a tev no topo da lista das ms influncias, podendo levar as crianas a se tornarem adultos problemticos, violentos ou equivocados a respeito da realidade. Outros diminuem o poder desse veculo de comunicao argumentando que as crianas no so seres to vulnerveis a ponto de serem transformadas em robs.
  Que tal entrarmos nessa discusso?
  O primeiro passo  pesquisar o assunto em jornais, livros, enciclopdias, revistas ou na 
  Internet. Procurem saber: 
  quando a televiso surgiu no Brasil;
  quais so os programas de maior audincia;
  que influncia os programas de tev exercem nas pessoas;
  que influncia os comerciais exercem no consumidor;
  quais so os programas jornalsticos; e
  quais so os programas educativos da tev.

2. Tragam para a sala de aula o material coletado na data combinada com seu professor.
<p>
 3. Seu professor vai formar trs grupos na sala.
 Grupo A -- a favor da televiso (sero os advogados de defesa)
 Grupo B -- contra a televiso (sero os promotores)
 Grupo C -- para ouvir o debate e depois votar no grupo que considerar mais convincente (sero os jurados) 
<R->

<143>
  Leia as instrues de acordo com o grupo a que pertence.

Grupo A 
  Do material coletado, selecione e anote os dados mais importantes *a favor* da televiso. 
  Procure sempre pensar nos argumentos que o grupo B vai usar para defender as idias deles. Prepare seus contra-argumentos.

Grupo B
  Do material coletado, selecione e anote os dados mais importantes *contra* a televiso. 
  Procure sempre pensar nos argumentos que o grupo A vai usar para defender as idias deles. Prepare seus contra-argumentos.

Grupo C
  Os componentes desse grupo tambm vo fazer parte dessa etapa de estudo. Assim, do material coletado, selecionem e anotem os dados *a favor* e *contra* a televiso. 
  Colaborem, tanto com o grupo A quanto com o grupo B, passando informaes que possam ajud-los na defesa de seus pontos de vista.
  
<R+>
_`[{uma participante de um dos grupos reflete_`]
  -- Ah! Aposto que a equipe B vai dizer que as crianas no lem, no vo bem na escola e no estudam por causa da televiso...
  Hum... mas acabei de achar um bom contra-argumento!
<R->

<144>
<p>
Leitura 1

Televiso: amiga ou inimiga?

  Ningum duvida que a televiso  o mais influente dos meios de comunicao de massa e, desde algum tempo, ela tem sido objeto de estudos, especialmente nas reas que a relacionam como fonte de influncia sobre as pessoas e principalmente sobre a criana.
  Criana e TV formam um binmio. Uma situao justificada por muitos fatores, grande parte deles fruto da sociedade moderna.  difcil imaginar uma casa com criana sem imagin-la absorvida pelo mundo que desfila na tela.
  Uma das mais graves distores que a TV passa vai se refletir no campo das emoes. Quem cresce com a educao do veculo aprende o amor de uma maneira muito fantasiosa. A vida real no  to benvola quanto a fictcia: o *happy end*  difcil, mas a TV ensina que  sempre possvel.
  Outro risco  a criana receber tudo de forma muito passiva, sem interferir em nada, sem desenvolver argumentos para conseguir alguma coisa, o que  muito diferente do que ocorre na sua famlia ou na sua escola. Diante da televiso, basta que veja, que percorra o olhar: tudo j est ali, pronto; e o que  pior, do modo com que outros querem que ela veja. A televiso fala para voc, mas no permite uma resposta do telespectador.
  Se a TV no exige da criana deciso nem poder de concentrao ou disciplina, o que dizer dos reflexos na postura fsica? Ela vai ficando largada, escorregando cada vez mais no sof, parada. E criana foi feita para estar em movimento. Alm disso, passar muito tempo ligados  televiso faz com que os jovens tendam a desenvolver maus hbitos alimentares, como consumir mais refrigerante, batata frita, pipoca e outras guloseimas.
<145>
  E as excessivas cenas de violncia a que o telespectador fica exposto a qualquer hora do dia nos mais diferentes programas? No importa se  um desenho animado, um filme de sesso da tarde ou uma novela no horrio nobre. Todos podem apresentar um tempero demasiado cido ou modelos de relacionamento extremamente violentos, distorcendo o que se espera de uma educao com respeito e considerao ao prximo.
   impossvel ignorar o carter excessivamente consumista da televiso. Quantos desejos e instintos despertados ou estimulados pelos comerciais ou por cenas inofensivas dos nossos programas preferidos? As propagandas exploram nossas fraquezas e o jovem  muito sensvel ao apelo dos comerciais de produtos que do *status* -- tnis de grife, roupas da moda, importados etc.
  Concluindo,  preciso estabelecer limites para o tempo reservado s crianas diante da TV e avaliar a escolha dos programas vistos por elas, para que no fique prejudicado o mundo da fantasia e da imaginao, dom precioso a ser desenvolvido na infncia.

<R+>
Luiz Cuschnir -- Mdico psiquiatra, psicodramatista, coordenador do IDEN -- Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher. Autor, entre, outros, do livro *Homem* -- *Um pedao adolescente/Adolescente -- Pedao de Homem*, Editora Saraiva.
<R->

<146>
Leitura 2

Televiso: amiga ou inimiga?

  A televiso  o mais influente meio de comunicao social, pois alcana milhes de pessoas ao mesmo tempo e consegue ser entendido por todas elas, ainda que de formas diferentes, pois cada indivduo interpreta ao que assiste na TV em funo do conhecimento que j tem sobre as coisas.
  A TV informa, diverte, estimula a fantasia e a imaginao e traz para voc, o telespectador, notcias, verses do que est acontecendo perto de voc ou em lugares distantes. E voc assiste a tudo isso, deitado ou sentado, dentro de sua prpria casa.
  Fala-se muito ainda que as crianas no lem, no vo bem na escola, no estudam, tm dificuldades de se expressar porque assistem  televiso quase todo o tempo. Esse  um preconceito j desgastado e que procura transformar a televiso em bode expiatrio. Se a criana acaba assistindo a cinco horas de TV por dia em vez de brincar fora de casa e com amigos  porque alguma coisa errada est acontecendo. Na certa, a sociedade e a cidade no esto oferecendo a ela outras opes de lazer.
<147>
  Por que a televiso se torna uma coisa to atraente? Se outros tipos de divertimentos fossem propostos s crianas, ser que no as atrairiam tambm?
  Est na hora de a escola aliar-se  televiso. A TV pode ajudar no trabalho em sala de aula, inclusive ensinar as crianas a se tornarem mais seletivas e crticas em relao aos programas e ao prprio veculo. Pela linguagem verbal, aliada aos outros sons e s imagens,  possvel fazer uma anlise do que se est vendo. Por exemplo, se voc observar os comerciais de TV, sobretudo aqueles destinados ao pblico infantil, ver que h coisas muito bonitas e positivas. O comercial brinca com adjetivos, com diminutivos de nomes, com a rima, com a linguagem afetiva da criana e usa muito a linguagem potica. O professor de portugus pode aproveitar tudo isso para ensinar a refletir sobre os usos da nossa lngua e tambm para alertar sobre a presena constante de imperativos disfarados que so embutidos em todos os comerciais. Eles do ordens nem sempre muito claras. E voc no deve nem precisa obedecer a eles, a menos que faa uma anlise crtica do que mostram e dizem e concorde com isso.

<R+>
Maria Thereza Fraga Rocco. Professora e pesquisadora da Universidade de So Paulo. Autora do livro *Linguagem autoritria, televiso e persuaso*.

<148>
Leitura comparada

1. Discuta com seus colegas com quais idias voc concorda em relao :
 Leitura 1
 Leitura 2
  Use bons argumentos para defender seus pontos de vista.
<p>
 2. Responda.
  Qual dos textos apresenta mais argumentos a favor da televiso?

 3. Escreva a que pargrafos se referem as idias abaixo.
 Leitura 1	
 a) Fascnio que a televiso exerce na criana.
 b) Reflexos relacionados com a postura fsica e maus hbitos alimentares gerados pelo longo perodo de tempo em que a criana fica assistindo  televiso, sem precisar interagir ou agir.
 c) Violncia a que o telespectador fica exposto nos mais diversos programas de televiso, o que pode comprometer o que se espera de uma boa educao.

Leitura 2	
 a) Alcance da tev como veculo de comunicao.
 b) Funes da tev.
 c) Benefcios da interao escola/tev. 

<149>
4. Leia e responda oralmente.

_`[{duas histrias em quadrinhos.
 A -- Mafalda caminha pela rua pensando: "ser que a TV atrofia a imaginao das crianas mesmo? ser?"
  Ao avistar um enorme buraco, se imagina com roupas de astronauta, perto de uma cratera na lua. No ltimo quadrinho, se afastando do buraco, na rua, a menina pensa: "Chi! e se for verdade?"
 B -- Mafalda assiste  TV e Felipe l uma revista.
  -- Voc leu isso? aqui diz que a TV  um veculo de cultura.
  -- Um veculo de cultura?
  -- Ah!
  Vindo da TV, ouve-se: "Toma! bang! bang! augh!
  No ltimo quadrinho, Mafalda olhando a TV, diz: -- Se eu 
<p>
  fosse a cultura saltava do veculo e ia a p_`]

Quino. *Toda Mafalda*. So Paulo, Martins Fontes, 1995.

 a) A histria em quadrinhos A est mais de acordo com o texto da Leitura 1 ou com o da Leitura 2? 
 b) E a B? 
 
5. Copie as afirmaes abaixo. Depois, apresente argumentos a favor e contra para cada uma delas.
  Procure dar fora e clareza aos seus argumentos usando palavras ou expresses como: acredito;  fundamental; alm disso; convm lembrar; por tudo isso; na verdade; e mais; so exemplos disso;  importante dizer;  possvel afirmar que; mas.
	
 A) O excesso de atitudes violentas na tev gera cidados mais agressivos.
 a) Concordo, porque .....
 b) No concordo, porque .....

 B) A programao da televiso  de pssima qualidade.
 a) Concordo, porque .....
 b) No concordo, porque .....
<R->

<150>
Explorao oral

  Chegou a hora de combinar a data do jri simulado.
  Vocs j sabem que os componentes do grupo A sero a favor da televiso, os do grupo B sero contra a televiso, e os do grupo C representaro o corpo de jurados. Seu professor vai eleger, desse ltimo grupo, um aluno que far o papel de juiz. 
  Ateno! Durante a sesso, vocs devero usar a linguagem prpria de tribunal e se referirem ao juiz como *Excelncia* e aos colegas como *caro colega* ou *doutor*.
  Organize com seus colegas a sala onde ser apresentado o jri simulado de acordo com o esquema abaixo.

<R+>
_`[{o juiz ao lado do professor na frente dos ouvintes. Do lado do juiz, os grupos de acusao e de defesa; do lado do professor, o grupo dos jurados; no centro, a r_`]
<R->

  No dia da apresentao, se acharem conveniente, podero usar roupas adequadas  situao. Sero bem-vindos ternos emprestados, sapatos de salto alto e bijuterias ou qualquer outro tipo de adereo ou roupa formal. O juiz poder usar uma beca e capelo de formatura.
  Se desejarem, podem se apresentar para colegas de outras turmas ou para seus familiares -- os ouvintes.

<151>
  Alunos de uma 4 srie participaram de um jri simulado sobre o mesmo tema. Leia alguns depoimentos.
  
  "Valeu a pena todo o empenho do grupo. O resultado foi uma apresentao empolgada, com argumentos e contra-argumentos convincentes."

Denise Reis

  "Eu me senti superimportante como juiz. S fiquei um pouco nervoso na hora de ler o veredicto."

<R+>
Marcos Vincius Fialho 
  Medeiros Dias de Oliveira
<R->

  "Adorei participar desse jri simulado. Acho que falei bem e ajudei meu grupo."

Clarissa Rocha dos Santos

<152>
<p>
Produo

  Agora,  a sua vez de escrever um texto argumentativo, ou seja, um texto de opinio, intitulado "Televiso: amiga ou inimiga?", que far parte do livro *Televiso: prs e contras*.
  Seu texto dever conter as seguintes partes: ttulo; um pargrafo de introduo, no qual voc ir expor seu ponto de vista; pelo menos dois pargrafos de argumentos; e um pargrafo para concluir seu ponto de vista.
  Ao escrever o rascunho, pense no que poder conter cada parte.

<R+>
Ponto de vista (introduo)
 Inicie dando algumas informaes:
  a poca em que a televiso surgiu no Brasil;
  a importncia que ela tem como veculo de comunicao;
  o que vem sendo discutido sobre ela.
  D seu ponto de vista.
<R->

Argumentos que defendam seus 
  pontos de vista
  Exponha seus argumentos de maneira clara, para convencer o leitor de que sua opinio sobre o assunto est correta. Se na fase da pesquisa conseguiu exemplos, dados, testemunhos, use-os.

Concluso
  Releia os argumentos expostos e conclua seu texto reafirmando seu ponto de vista.

  Leia vrias vezes o seu rascunho e modifique seu texto quantas vezes precisar. Depois, mostre-o para o professor. Ele vai discutir com voc se os argumentos usados so convincentes e que mudanas poderiam tornar sua produo ainda melhor. Por fim, passe o texto a limpo e assine-o.
  Seu professor ir recolher todas as produes da classe para montar o livro. Elejam um colega para produzir a capa. Exponham o livro sobre uma mesa, num lugar de destaque, para que todos os alunos tenham acesso  sua leitura.
  
<153>
Vamos recordar

1. Leia.
   
  A linguagem est presente nas diversas situaes de comunicao. Por meio dela podemos expressar desejos, pedidos, ordens, sentimentos; revelar opinies; expor raciocnios etc.
  O Brasil  um pas muito grande, e nossa lngua tem variaes geogrficas, isto , determinadas palavras ou expresses so diferentes de acordo com as regies. Em quase todos os estados usamos "menino"; no Sul,  mais comum "guri". "Cabra arretado", no Nordeste, seria um "cara legal" no Rio de Janeiro e um "batuta" em So Paulo. No Centro-Oeste voc come "mandioca"; no Sudeste, "aipim"; e no Norte e Nordeste, "macaxeira".
<p>  
  Responda oralmente.
  Quais so as palavras caractersticas da sua regio?
  Alm do aspecto geogrfico, idade, grupo social e escolaridade tambm determinam o jeito de as pessoas se comunicarem.
 
  Leia.
<R+>
_`[{man Bento fala ao telefone_`]
  -- Oi, Hermengarda! Oc nem imagina o que  viv na cidade, no meio da fumaa e dos carro pegano a gente. Um corre-corre dos diabo, ningum pra pruma prosinha.
  Se Deus quis, no nat eu vorto proc. 
  Nis vai subi na invernada, oi o rio cantano, juntinho cos pas-
<p>
  sarinho. Ai, que tristeza esta terra, onde nem tem curi.

Adaptado de Maria das Graas de Oliveira Castro. *Coletnea Amae -- Portugus* (Lngua e literatura). Belo Horizonte, Fundao Amae, 1995.
<R->
 
<154>
  Man Bento fala como as pessoas de sua convivncia e de seu espao geogrfico falam.

  Responda oralmente.
  Na sua opinio, seria interessante se Man Bento pudesse conhecer outras variaes de linguagem alm daquela que ele usa no seu dia-a-dia?

<R+>
2. Agora, troque idias com seus colegas e escrevam a alternativa que considerarem mais adequada para cada uma das situaes abaixo. Seu professor vai organizar a classe para ouvir os argumentos de acordo com as escolhas feitas.
 a) Voc entra numa sapataria e pede ao vendedor:
  --  cara, me v aquele sapato marrom, nmero 37.
  -- Por favor, gostaria de experimentar aquele sapato marrom. Tem o nmero 37?
 b) Voc est em casa e o telefone toca. Voc pede ao seu irmo para atender.
  -- Carlos, voc poderia fazer a gentileza de atender ao telefone?
  -- Carlos, voc pode atender ao telefone, por favor?
 c) Voc liga para a casa do seu amigo Ronaldo e outra pessoa atende. Voc diz:
  -- D pra chamar o Ronaldo a?
  -- Por favor, eu gostaria de falar com o Ronaldo. Ele est?
 d) Uma professora pergunta ao Secretrio de Educao:
  -- O senhor poderia me informar para quando est prevista a reforma da nossa escola?
  -- A reforma l da escola sai ou no sai?

3. Imagine que voc est num shopping e quer saber onde fica o Salo do Boliche. Escreva como pediria essa informao:
 a) ao segurana do local.
 b) a um amigo que voc encontrou por l.
<R->

<155>
4. Leia.

Papo de surfista
  
  -- E a, br! Como  que vai?
  -- Legal. Cara, ontem eu arrepiei na gua. Altas ondas
  -- Eu no. A praia tava *crowd*, s tinha esponjinha.
  -- Acho que tu t pagando um sapo. Eu sempre disse que voc  o maior prego!
  -- Tambm, com aquela marola tava difcil pegar onda. Tinha rabeador pra caramba atrapalhando as manobras...
  -- Comigo era um pessoal casca-grossa. Mas eu prefiro sair contigo para azarar. Surfe, voc ainda precisa aprender.

<R+>
*Veja Kid* +, n.o 3. So 
  Paulo, Abril Jovem.

 arrepiar: surfar bem
 azarar: paquerar
 br: brother, amigo
 casca-grossa: radical
 crowd: (em ingls, l-se crudi): cheio de gente
 esponjinha: turma que pratica bodyboarding
 marola: mar com ondas pequenas
 pagar sapo: mentir
 prego: quem no surfa legal
 rabeador: cara que entra na onda dos outros

  Responda.
 a) Voc precisou consultar o significado das palavras para entender o dilogo dos surfistas? Por qu?
<p>
 b) Na sua opinio, os surfistas poderiam usar essa linguagem se estivessem falando com algum que no tivesse conhecimento desse esporte ou ligao com pessoas que o praticam? Por qu?
<R->

<156>
  A lngua escrita tambm pode apresentar variaes dependendo do grau de formalidade de cada situao. A mesma coisa pode ser comunicada de formas diferentes.

<R+>
5. Leia e responda oralmente s questes do seu professor.
<R->

Senhor Prefeito,

  Em muito me honrou a presena de Vossa Excelncia na abertura da exposio de minhas esculturas.
  O apoio que me foi dado permitiu que o evento fosse bem divulgado, e isso foi fator preponderante para o sucesso alcanado.
  Ao registrar os meus agradecimentos, aproveito a oportunidade para 
renovar meus votos de estima e considerao.
  Ben
  
Caro Fernando,

  Sua presena na exposio de minhas esculturas deixou-me muito feliz.
  Em breve realizarei outras exposies, para as quais o convido antecipadamente.
  Ben
 
Cris,

  Sua presena na exposio me deixou superfeliz.
  J recebi convites para expor trabalhos em outras galerias e, claro, voc no pode faltar.
  Como  bom ter amigos! Obrigado pela fora.
  Ben

<157>
<p>
<R+>
6. Responda oralmente.
  Escolha dentre as alternativas abaixo a mais adequada para a seguinte situao:
<R->

  Voc precisou sair e deixou um recado para uma pessoa de sua casa.

A --

Leo,

  Fui estudar na casa da Bia. Se algum ligar, por favor, anote o recado.
  Carla

B --

Leo,

  Fui estudar na casa da Bia. Caso algum ligue para mim, peo o obsquio de anotar o recado.
  Grata.
  Carla 
 
<R+>
7. Em dupla, produzam os bilhetes abaixo, de acordo com as situaes propostas. Imagine que voc est precisando de um livro para terminar uma pesquisa.
 A) Seu professor tem esse livro, mas est de licena. Ento, voc resolve enviar-lhe um bilhete por um colega que mora prximo a ele, pedindo-lhe o livro emprestado e perguntando quando poder peg-lo.
 B) Seu colega tem esse livro, mas est doente. Ento, voc resolve enviar-lhe um bilhete por um outro colega que mora prximo a ele, pedindo-lhe o livro emprestado e perguntando quando poder peg-lo.
<R->

  No se esqueam de escrever a quem se destina o bilhete, de assin-lo e de identificar o nome do livro.

<158>
<p>
Ortografia

<R+>
1. Algumas palavras da nossa lngua causam dvidas na hora de escrev-las:  junto ou separado? Veja:

<F->
Uma s palavra   	

 depressa _ debaixo	
 devagar  _ anteontem	
 enfim    _ acima	
 comigo   _ ento	
 embaixo  _ tampouco	
 enquanto _ demais	
 embora   _ 	
 
Mais de uma palavra

 de repente   _ de bruos
 s vezes     _ de propsito
 a fim de     _ em vez de
 num instante _ vale a pena
 em cima      _ toda vez que
 por causa    _ de vez em quando
 de baixo     _ por enquanto
<F+>
<p> 
 2. Converse com seu professor e colegas sobre o uso das palavras *por que* e *porque*; depois, faa frases.
 3. Agora, leia e copie as frases que seu professor vai registrar na lousa. 
  Depois, junto com seus colegas, tente elaborar regras para o uso de:
 por qu e porqu

 4. Copie as frases substituindo as lacunas por uma das palavras entre parnteses.
 a) Ele  uma pessoa ..... de qualquer suspeita. (acima -- em cima)
 b) O vdeo ficou ..... do mvel da sala. (acima -- em cima)
 c) O martelo estava ..... da mesa. (de baixo -- debaixo)
 d) Pintei a casa ..... para cima. (de baixo -- debaixo)
<p>
 e) Assustou-se tanto que saiu correndo s com a roupa ..... (de baixo -- debaixo)
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Segunda Parte


